terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A carta que eu não te mandei.


“Hoje não vim falar de poesias soltas. Vim falar de você. Você e eu.
São sentimentos tão puros que tenho aqui.
Perdi as contas de quantas vezes disse que estava apaixonada por você.
E me declaro mais uma vez agora e quantas vezes forem necessárias.
Declaro-me na tentativa de te trazer pro meu lado, na tentativa de me olhar com a mesma paixão que te olho.
Se disser que penso em você todo dia, minto. Porque penso em você a cada respiração.
Se disser que só gosto de você, minto. Porque a paixão me toma por completo.

E penso no seu cabelo... Ah! Seu cabelo que me enlouquece. E você sabe disso.
Sua pele tão macia, seu cheiro que me entorpece.
Digo e repito: “você me vicia”, mas você não me leva a sério.
Digo e repito: “Me liga. Me manda um torpedo. Me puxa o cabelo. Me rouba pra você”, mas, como sempre, não me leva a sério.

E seu jeito quando se aproxima só me faz pensar loucura.
E não paro de pensar que largaria o mundo só pra ter você.”

E hoje redijo aqui nesse cantinho tão protegido e ao mesmo tempo tão solto, esta carta.
Com a simples intenção de um dia você vir e se identificar em cada palavra.

Espero ansiosa, com uma ansiedade de quando se abre uma caixinha de presentes.
Assim espero... que um dia aconteça."


Texto criado por: Srtª. RosA.

Ah! Paixão deliciosamente traiçoeira.




"Ah! A paixão. Vem do nada, entra porta adentro, se apossa do nosso corpo inteiro e endoida a gente.
As pernas ficam bambas, as mãos tremem, o coração pula pra boca e olhar a mesma foto a cada 2 segundos, quase se transforma em TOC. E em meio a um réveillon de sentimentos, um único pensamento consegue vir à mente ensandecida: “Quero, quero, quero! E quero tanto, que me falta ar.” Resumindo: Se fica totalmente surda, muda e louca.

Eu adoro paixões paixonites, paixãozinhas e paixãozonas, por isso, escrevo a favor dela com vontade. Primeiro porque eu prefiro paixão a amor (É sério!). E Segundo, porque ando apaixonadinha. Eu disse ‘dinha’?  ‘Íssima’, seria o certo!

E foi bem assim: Entrou invadindo e por aqui ficou!
É interessante como esse troço funciona dentro da gente. Mil idéias vêm à cabeça... e ao mesmo tempo não vêm nada! Mil ações vêm à cabeça... e você continua anestesiada.

Às vezes, você se apaixona pela pessoa certa, que te retribui toda essa explosão. Buuum! Fusão!  E às vezes, nem tudo é perfeito. A pessoa ta lá cheia de borboletas no estômago e... continua assim e sozinha.  Tem que afogar tudo o que sente (e todas essas borboletas – que, subitamente, se transformam em malditas – junto) e dar outros rumos ao coração e a mente.

Eu até agora estou curtindo e cantando como a Sandy: “Minha pele incendeia quando você passa, fico tonta, fico tensa, fico tão sem graça, coração acelerado... me apaixonei!”
E o desfecho? Adoro surpresas."



Texto criado por: Srtª. RosA.

sábado, 23 de outubro de 2010

.Amor em Preto & Branco.



"A vida perde todo o sentido;
O senso perde a direção;
A cabeça perde todo o seu juízo;
O coração pulsa sem motivo;
As idéias disparam loucuras;
A boca se afoga em silêncio;
Os passos ficam mais lentos;
O andar mais curvo;
A dor se transforma em um mundo;
As proporções não são exatas;
Os cálculos são deixados no chão;
E os sonhos?
Ah! Doces sonhos de algodão...
Esses foram esquecidos!"





Texto criado por: Srtª. RosA.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

.A [infeliz] Liberdade.




"Quando a gente acha que encontrou a peça-chave de nossas vidas...
Quando a gente acha que tudo está bem...
Quando a gente pensa que vai ser feliz para sempre...
Vem a tal da “Liberdade” e bate na nossa porta.
Maldita hora que Meu Amado foi atendê-la!
Ela o conquistou... e o levou de mim, com amor e tudo!
Eu, inocente, estava bem ali na sala esperando ele voltar.
Mas não voltou.

Esperei... liguei para a esperança, ela veio prontamente me atender.
Mas os dias se passaram, ele não voltou.
A esperança de tanto esperar, cansou e foi embora.
Eu fiquei desconsolada.
Olhei ao redor e... Meu Deus!!!
Quantos sonhos me olhavam também desamparados.
Saindo tristes pela porta... um a um...passo a passo.

O relógio anda preguiçoso. [Ele me contou!]
E as horas não passam.
Não sei se é dia, ou noite. [Eu jantei?!]
Não sei nem que dia da semana estamos.
A sexta-feira tem cara de segunda!
Ontem, tava com cara de natal.

E hoje... ela voltou a minha casa desmoronada.
A Liberdade, acompanhada do Meu Amado e da tal Conversinha Fiada.  
Foram solidários [pra quê?] me perguntando se eu estava bem.
A esperança até voltou correndo quando soube disso, ficou ali, ouvindo tudo.
Foi quando a Conversinha Fiada abriu a boca!
Disse que Meu Amado e a Liberdade enfim, vão ganhar o mundo.
E torcem para que seja um longo período, a perder de vista.

E em um só instante, o contexto ficou tão confuso, e o ar tão pesado...
Foi quando ouvi um estrondo!
Meu coração... pobre coitado.
Não agüentou. Se despedaçou.
Estilhaços por todo lado.

E os três...se despediram sorrindo,
Nem ouviram barulho,
Nem notaram lágrimas.
A esperança mais uma vez se foi.

Silêncio.
[...]

O cenário se completou."



Texto criado por: Srtª. RosA.

domingo, 17 de outubro de 2010

ღ.Compreendendo Uma Bióloga.ღ



"Tenha paciência ao caminhar com ela na rua. É provável que ela faça paradas freqüentes... Sempre há uma formiga carregando uma folha gigantesca nas costas ou uma samambaia disposta de uma forma estranha num buraco do muro.

Ela acha isso incrível !!!

Toda vez que vocês entrarem em qualquer assunto que envolva a área dela, ela se empolgará. Finja que presta atenção no que ela diz. Finja que está entendendo também.

Entenda que o conceito de beleza da sua amiga bióloga é um tantinho diferente do seu. Sapos verdes, gosmentos e verruguentos são lindos. Escorpiões, mariposas, flebotomíneos (hein??), culicídeos... são todos lindos!


Tente não vomitar quando ela te mostrar as fotos da primeira dissecação em um coelho, ou mesmo, das suas idas ao anatômico.

Simplesmente ignore quando a encontrar de quatro, agachada sobre o musgo... E faça o possível para que ela não te veja, pois uma vez que isso acontecer ela começará o discurso em biologuês: “- São briófitas! São as plantas mais primitivas! Você acredita que elas não têm nem vasos condutores? E elas ainda dependem da água para a fecundação e...” ·
É provável que ela prefira ir para o Congresso de Entomologia ao invés daquela viagem romântica. Você quer ajudá-la? Mostre que há outras coisas no mundo, por exemplo... convide-a para ir a um museu de arte. Ou a um grupo de discussão sobre literatura.

Ela terá tendência a chamar pinheiros de gimnospermas. E a pinha (de onde vem o pinhão?) de estróbilo.

Não, ela não é uma maníaca suicida se decidir entrar numa jaula para mergulhar com tubarões-brancos. Mas também não deve estar em seu juízo perfeito.

Dica: É melhor você assistir filmes como “A Era do Gelo” e “Procurando Nemo”, naquele domingão preguiçoso, com amigas que não sejam biólogas. Caso contrário você ouvirá durante o filme: “Ah, mas baleias não têm essa conexão entre a boca e o nariz, o Marlin e a Dori nunca poderiam ter saído pelo nariz dela!”
E quem se importa?? kkkk..." 


Texto adaptado por: Srtª. RosA

sábado, 16 de outubro de 2010

.Espelho.


"Gosto da fala clara e direta,
tenho o cheiro das coisas
e o ouvido apurado
para saber rapidamente
de onde vem o problema;
Mas um defeito enorme tenho:
escrevo mas sem memória
que não guardo o descrever.
E as cores são duas:
feio-bonito, alegre-triste.
Mais? Nunca sei...
E digo afinal,
fazer contas gosto, e mais...
Gosto de fazer de conta...
...Cantar e sonhar!"


Texto original de: C. Araújo
Adaptado por: Srtª. RosA

.Motivo.



"Já faz algum tempo desde a última vez que peguei papel e caneta para escrever uma poesia.
Um tempo que nem sei mais como estimá-lo.
Será que a poesia durante todo esse tempo criou forma? Criou cor? E teve nome e sobrenome? 
Minha poesia não tinha linhas, nem precisava de parágrafos...Ela tinha vida!
Só que ultimamente, minha poesia voltou a ser palavras rimadas, sobressaltadas de pontos e vírgulas.


A poesia tem várias faces. Porém, e infelizmente, a que se sobressai é a face do sofrimento.
Dizem que "um poeta só é grande se sofrer". E eu?? Concordo plenamente. 
Será também todo esse tempo que passei sem sofrer de amor?
E me pergunto mais: "Isso é bom ou ruim?"
Não sei mais responder a certas perguntas.
Não sei responder a essa pergunta.
Ainda estou tão mal acostumada com as formas, com a vida,
que talvez tenha esquecido o quão belo também são as palavras,
o sofrimento e todo o aprendizado que carrega-se junto.


Hoje... Estou reaprendendo a andar, passo a passo.
Passos que dou, sem muita coragem, sem muita firmeza.
Pois meus ombros ainda estão trazendo os difíceis e pesados dias coloridos que vivi.


Caminharei...
Despir-me-ei dessa veste...
Erguerei novos castelos.
Mais fabulosos e bem mais arco-íris.
E a vida? Eterna caixinha de suspresas!"


Texto criado por: Srtª. RosA.